A internet transformando nossas relações

Como sabemos, em outros meios de comunicação o processo de troca de informações é basicamente unilateral, ou seja, parte do emissor (TV, rádio, jornal, etc.) para o receptor (telespectador, ouvinte de rádio, leitor, etc.). A participação do público é muito limitada, quando não é nula. Para uma pessoa publicar um texto ou um vídeo, divulgar sua arte ou simplesmente dizer o que pensa, ela depende do aval dos responsáveis pelo veículo de comunicação.

Obviamente que essa limitação divide a sociedade em “formadores de opinião” e a “massa”. É o domínio que certas classes sociais economicamente mais desenvolvidas exercem sobre a população em geral.

Na internet, todas as pessoas têm condições de ter seu espaço na rede, seja com um vídeo, um site, uma página em uma rede social… não importa. O fato é que todos podem interagir, dizer o que pensam, se manifestar. É a liberdade de pensamento e de expressão social, considerada como uma das características de uma civilização mais avançada e madura. Quando isso deixa de ser um fato isolado e passa a ser vivenciado em escala global, deduzimos que estamos passando por uma grande transformação mundial, ainda que esta transformação ocorra de forma gradativa.

A rede mundial de computadores permite o contato e a influência mútua entre as mais diversas culturas. A possibilidade da livre busca por informação e a liberdade na divulgação de ideias que a internet nos oferece são inéditas em nossa história.

A facilidade para se manter contato com familiares e amigos, a possibilidade de reencontrar uma pessoa querida que não vemos há tempos, assim como o ambiente propício para se criar novos vínculos – pessoais e profissionais – têm atraído cada vez mais gente, de todas as idades, para as redes sociais. Mas até que ponto é saudável valorizarmos e utilizarmos a internet como meio de relação social, que ocorre exclusivamente em um ambiente virtual? Assim como aumenta o número de pessoas que acessam a internet, também cresce o número de usuários compulsivos, que relatam passar, inclusive, por crises de abstinência, principalmente entre os usuários adolescentes.

Por outro lado, a internet realmente tem demonstrado sua força ao contribuir com as mais recentes revoluções sociais, sejam em prol da democracia ou como meio de atrair adeptos de organizações terroristas. Sim, pois, como ferramenta, a internet é neutra. Cada um a utiliza como achar melhor. Portanto, o desenvolvimento tecnológico, por si só, não é indicativo de uma sociedade civilizada.

A humanidade está passando por um grande momento de crise, de transformação. Tudo isso ainda é muito novo. Novas políticas referentes ao uso da internet deverão surgir, mas tenhamos em mente que a internet será o que fizermos dela. Seu surgimento e sua influência está sendo fundamental nesta grande transformação global, o que faz dela um dos marcos da construção de uma nova era, sem esquecer de que o poder de mudança está no ser humano, que é o verdadeiro elemento transformador (e em transformação)!

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